Educação

Unesp expulsa 27 alunos cotistas após constatar que não eram negros; Dois estudavam em Ilha

15 Dez 2018
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A Universidade Estadual Paulista (UNESP) expulsou 27 alunos que se autodeclararam negros ou pardos e conquistaram vaga por meio do sistema de cotas, após comissão interna considerar as autodeclarações inválidas. Dois estudavam em Ilha Solteira.

O nome dos 27 alunos expulsos e as unidades em que estudavam, foram publicados nesta sexta-feira (14), no Diário Oficial do Estado de São Paulo. É a primeira vez que a instituição toma tal medida desde 2014, quando teve início a ação afirmativa na Universidade.

A UNESP instaurou uma comissão no final do ano passado, para investigar supostas fraudes. A medida foi tomada diante “da necessidade de fazer uma averiguação em função da possibilidade de autodeclarações inválidas". Os procedimentos foram instalados a partir do recebimento de denúncia ou suspeita do setor de graduação, que tem contato direto com o aluno.

As análises foram feitas por meio de entrevistas com os estudantes. Foram levados em consideração critérios definidos pelo Supremo Tribunal Federal (STF) à respeito das cotas, os critérios fenótipos (características observáveis, como cor da pele, cabelos e olhos).

O processo dos 27 alunos expulso durou cerca de cinco meses. Outros casos seguem sendo apurados. A universidade garante que os alunos tiveram a chance de recorrer internamente antes de a reitoria determinar o desligamento, e acredita não ter cometido nenhuma injustiça.

A universidade espera que a medida sirva de alerta, além de ter um caráter pedagógico. Mais do que garantir o cumprimento correto da política de cotas, mostra para que os futuros candidatos tenham mais clareza e cuidado nas declarações.




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