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Polícia tem dificuldade para alocar presos após interdição de três cadeias na região

12 Set 2018
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A Polícia Civil está com dificuldade para alocar os presos que ainda não foram julgados pela Justiça na região de Andradina. Isso porque três cadeias da região foram interditadas.

Desde o início do ano, a Justiça determinou a interdição das unidades em Lavínia, Pereira Barreto e Ilha Solteira por causa de problemas estruturais. Com o fechamento das três cadeias, a Polícia Civil tem que recorrer a outros locais.

O delegado assistente da Seccional de Andradina, Marcelo Zompero, diz que a transferência para outras cidades coloca em risco a operação policial. “Esse movimento de interdição das cadeias realmente trouxe um grande obstáculo para nós. É mais tempo, é mais gasto e mais risco para os policiais que vão ficar expostos ao sol os perigos da estrada a polícia.”

A interdição mais recente, pedida essa semana, foi na cadeia de Lavínia, que tem capacidade para apenas 18 pessoas. A decisão da Justiça veio depois que o Ministério Público em Mirandópolis (SP) entrou com uma ação civil pública com pedido de liminar.

A Polícia Civil informou que a Delegacia Seccional de Andradina ainda não foi notificada oficialmente da interdição da cadeia de Lavínia. Assim que for notificada, vai tomar as medidas cabíveis, mas já está estudando a possibilidade de transferir os presos da unidade para cadeias de outras comarcas da região.

Para o MP, a cadeia não tem condições de receber presos por causa de problemas de infiltrações, na fiação e no telhado.

No começo do ano o MP já tinha aberto uma ação civil em Pereira Barreto pedindo a interdição da cadeia na cidade, que é a maior da região, e exigido que o prédio, inaugurado há 50 anos, passasse por uma reforma geral, pela primeira vez, justamente por causa das condições da unidade.

As obras começaram em março e os detentos foram transferidos pra cadeia de Lavínia, porque a mais próxima, em Ilha Solteira, também foi interditada a pedido da Justiça.

A promotoria também pediu na época que a Delegacia Seccional de Andradina, responsável pela carceragem de Ilha Solteira, fizesse reparos elétricos, hidráulicos e na pintura e iluminação do prédio. A reforma foi feita, mas a cadeia continua interditada.

A polícia informou que já comunicou a Justiça, mas o caso está esperando uma nova decisão há nove meses para liberação do prédio.




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