Justiça

Ex-educadora é condenada a 14 anos por agredir crianças em creche

05 Dez 2018
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A Justiça de Ilha Solteira condenou a ex-educadora Cláudia Cristina Ramos, por agredir diversas crianças quando trabalhava na creche “Sorriso de Criança”, em Ilha Solteira. Ela responde pela prática de tortura, por doze vezes, ocorridas entre os anos de 2014 e junho de 2016.

Cláudia foi condenada a 14 (quatorze) anos, 9 (nove) meses e 10 (dez) dias de prisão, em regime inicial semiaberto. Mas ela não começará a cumprir a pena de imediato, já que pode recorrer da decisão, período em que permanecerá em liberdade.

O caso - As agressões foram gravadas por uma funcionária da creche. Ela teria decidido fazer as imagens, depois de ver acusada agredir sistematicamente as crianças. Os vídeos teriam sido gravados no início de julho de 2016. O caso foi revelado depois que ela decidiu entregar os vídeos para o Ministério Público, a Polícia Civil e Secretaria Municipal de Educação.

Os vídeos, que não foram divulgados, de acordo com a Polícia Civil, mostra uma violência psicológica e física, as quais as crianças estavam sendo submetidas pela educadora. “As imagens mostram maus tratos tanto verbais, como físicos. Um tratamento desproporcional em relação às crianças”, informou a Polícia Civil.

Nas imagens, ainda de acordo com a Polícia, ela ofende e fala palavrões para as crianças. “E também trata (as crianças) de uma maneira física abrupta, puxando o braço, jogando na cama. Isto ficou comprovado”, afirmou a Polícia.

Vídeos - Nos vídeos, de acordo com um dos pais ouvidos pelo ilhadenoticias.com, a agressora aparece “jogando a criança grosseiramente em um colchão” e “chutando ela com o pé”. “O vídeo mostra que ele estava deitado, sem dizer uma palavra. Se quer se mexeu. E ela pegou ela quase dormindo pela perna e jogou em outro colchão grosseiramente e o chutou, para arrumar da forma que ela queria que ele ficasse”, disse a mãe da criança agredida.

Pais relatam, também, que a funcionária deixava as crianças sem água, dava pancada nas cabeças e até ameaçava “cortar o pênis” durante o banho. “Eram agressões físicas e psicológicas. Um dia, no parquinho, ele pediu para tomar água e ela o colocou de castigo, sentado no chão, e levou a sala toda para beber água várias vezes. Para o meu filho ela dizia ‘menos você, porque está enchendo o saco’. Nos banhos, ela ameaçava cortar o pênis dele, se ele não ficasse quieto”, afirmou a mãe.

Demitida - Após ter sido denunciada pelo Ministério Público, em dezembro de 2016, e após responder Processo Administrativo Disciplinar, a educadora foi demitida pela Prefeitura de Ilha Solteira, por "ofensa física, em serviço, a particular".



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